quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval, festa do inferno.

CARNAVAL - FESTA DA CARNE
Publicado em 2/3/2005
Pr. Nélson R.Gouvêa
www.ministeriocomfamilia.com.br

Mais uma celebração vem por aí. O Brasil é tradicionalmente conhecido como o país do carnaval. Normalmente esta festa da carne, esta celebração pagã acontece no mês de fevereiro de cada ano. Em todas as cidades e principalmente nas capitais, milhares de pessoas se preparam para o tão sonhado acontecimento. Em algumas regiões semanas inteiras são dedicados aos foliões que se habilitam a percorrerem as principais avenidas atrás de um carro de som extravasando suas emoções e suas paixões carnais.

Um Site da Bahia faz o seguinte convite: "Pule o carnaval Carnal, lúdico, dilacerador, espiritualizado, físico, o Carnaval da Bahia é a maior festa urbana do Brasil, criada e mantida pelo povo. Uma manifestação espontânea, criadora, livre, pura, onde todos são-com maior ou menor competência-sambistas, frevistas, loucos dançarinos, na emoção suada atrás do som estridente, eletrizante, do trio. Ou no ritmo calmo, forte, tranqüilizante, orientalizado, do afoxé, incorporado num só movimento. Um ato de entrega, de transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas e da envolvência absoluta entre o real e o fantástico, capaz de, num único e frenético impulso, balançar o chão da praça."

Fantasias das mais variadas cores extravagantes e modelos com criatividades sem precedentes, desfilam pelas passarelas. O culto à sensualidade já marca o compasso de espera e é a marca registrada dos componentes, dos integrantes das escolas de samba que desfilam seus carros alegóricos em meios às luzes dos refletores e câmaras de TVs tentando focar os corpos desnudos das mulheres em meios aos gritos desconexos vindo das arquibancadas abarrotadas de multidões esperando suas escolas passarem para serem aclamadas e reverenciadas como um culto explicito ao paganismo declarado.

Durante quatro dias toda esta movimentação aparentemente harmoniosa com ritmos atordoantes e alucinantes regados a bebidas alcoólicas e sexo sem limites enchem ilusoriamente o coração de seus participantes nos variados clubes das noites, na esperança de poderem neste espaço de tempo ceder sem nenhum temor a Deus às suas luxurias, na ignorância de que na quarta-feira confessando os seus excessos pecaminosos, através da figuração das cinzas, serão de seus pecados perdoados como se Deus tivesse permitido, dado o seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta celebração.

Talvez você não concorde comigo, porém Infelizmente o maior inimigo do ser humano é a sua ignorância. A ignorância têm cegado o entendimento, a lucidez da mente, porém Deus declara com muita rigidez em sua Palavra, a Bíblia as seguintes advertências:

Num.14:18-O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.

Rm. 8.5-8,12-14 - que "os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.

Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

Gal.5:13,24-Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade par dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

Gal.6:8-Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.

Amigo(a) internauta. No período de carnaval do ano 1976 eu me preparava mais uma vez para celebrar esta festa pagã com meus primos, quando Deus mudou radicalmente a história da minha vida. À convite de meu irmão Nilson R. Gouvêa escolhi participar naquele ano de um retiro de jovens em um local chamado Acampamento Clay na cidade de Paracambí-RJ. Em meio a vários jovens, Deus restaurou a minha vida naqueles dias. Deu-me uma nova visão da Vida Eterna, perdoou os meus pecados. A seguir Deus me preparou, me capacitou, me deu uma esposa maravilhosa, filhos maravilhosos e um ministério que pretendo continuar desenvolvendo com a Graça Dele até os últimos dias da minha vida. Nestes vinte e oito anos de vida com Deus não me arrependo um só instante daquele período de carnaval em que tomei a mais sábia decisão de todos os tempos, ou seja, Entregar-me sem reservas a Único e Soberano Deus dos deuses, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Naquela oportunidade impar lembro-me da declaração de entrega que fiz ao Senhor. Eu disse para Ele com toda sinceridade:"Senhor. Eis a minha vida em tuas mãos. Faz da minha vida aquilo que tu queres". Todas as bênçãos que tenho continuadamente obtido do Senhor teve a sua origem nesta simples, porém sincera declaração de entrega.

Hoje querido(a) amigo(a) Deus está lhe dando uma oportunidade através deste breve comentário. Ele quer que você mude, cancele os seus planos de "se envolver neste carnaval". Tome a melhor decisão de sua vida. Escolha Jesus Cristo.

Veja que você pode fazer:

1. Se arrependa de seus pecados

2. Confessá-os ao Senhor

3. Peça que Jesus faça morada em sua vida

4. Ande em novidade de vida.


Tome uma decisão inteligente e racional. Saia da ignorância e pare de ouvir os pedidos do diabo para que você se envolva mais uma vez este ano. Jesus está pronto para libertá-lo (a) desta prisão que você se encontra. Venha para a Vida, Venha para Jesus.

A verdadeira vida você só encontra em Jesus.

A verdadeira alegria está em Jesus

A verdadeira paz é Cristo Jesus

Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

Em minhas palavras finais quero incentivá-lo (a) a procurar uma Igreja evangélica mais próxima de sua casa.

Veja a programação desta Igreja para o período de carnaval. Se inscreva nas atividades. Mude a sua trajetória radicalmente e me conte depois o que Deus fez em sua vida. Eu tenho a certeza absoluta que Jesus Cristo não vai decepcioná-lo (a). Sua vida não vai ser mais a mesma. Você vai experimentar a presença, a unção saudável do Espírito Santo em sua vida. Tudo vai ser diferente e coisas antigas vão ficar definitivamente para trás no passado

Receba a oração:

Amado Deus. Tudo que o Espírito me pediu que eu escrevesse, eu escrevi. Não cabe a mim a tarefa do convencimento. Somente o Senhor pode fazê-lo. Eu não sei quantas pessoas terão acesso a estas informações de sua Palavra, porém estou certo em fé que aquelas cujo coração for maleável, terra boa, com certeza milagres irão acontecer.

Quero orar pedindo ao Senhor que as correntes que estão enlaçando milhares de vida este ano nesta festa da carnalidade e do paganismo caia por terra em nome de Jesus de Nazaré. Salve e liberte agora mesmo esta pessoa que está lendo esta oração e que ainda não entregou a sua vida para Jesus. Que o povo de Deus concorde com estas declarações, porque a tua Palavra é bem clara quando diz: "Que se ligarmos alguma coisa aqui na terra o Senhor ligará no céu. Declaramos portanto que os intentos do diabo sobre a nossa nação bem como a salvação e libertação de milhares e milhares de pessoas seja uma realidade notória este ano, como nunca antes se viu nos anais da história. Oro em nome de Jesus a quem dou Honras,

Glórias e Louvores, hoje e sempre, Amém e Amém.

A verdade sobre o carnaval. Última parte.

Durante a história de Israel (o primeiro povo a quem Deus se revelou, fazendo uma aliança com os patriarcas da nação), muitas vezes esse povo misturava suas crenças com as dos outros povos que não temiam a Deus, e em vez de escolhas, faziam misturas. Ainda hoje isto acontece muito; em vez de escolherem entre Deus e o pecado, as pessoas tentam misturar os dois e ficar com um pouco de cada.
Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
No carnaval, depois de vários dias de festa, imoralidade, bebedeira, drogas e tantas outras coisas nocivas ao ser humano, a religião ainda sustenta que tudo deve terminar numa quarta-feira de cinzas e "arrependimento"! Planeja-se o pecado e seu posterior arrependimento antes de tudo acontecer. Isto é uma forma de não ter que escolher, mas poder misturar as duas coisas... Só que o detalhe é que Deus não aceita isto. Nunca aceitou e jamais aceitará! Cada vez que isto aconteceu com o seu povo, o Senhor exigiu uma postura, uma decisão. Quero mostrar isto em dois textos que refletem esta exigência em duas ocasiões distintas: "Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR." (Josué 24:14-15).
"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu." (I Reis 18:21).
Há um texto de Malaquias (2:3) que diz: "Eis que (...) espalharei esterco sobre o vosso rosto, o esterco das vossas festas; e com ele sereis tirados". Esse texto pode ser aplicado às festas pagãs que hoje se vêem no Brasil e outros países, a maioria com raízes no catolicismo romano.
"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas" - Apocalipse 18:4.
"Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei" - II Coríntios 6:17.
Perdão, mas a crítica é feita com todo o amor, com toda a caridade e para vossa salvação.
Quando o imperador Constantino I (280-337dC) proclamou-se cristão, designou bispos e pastores para elevados cargos públicos. A Igreja dantes perseguida, agora apoiada pelo imperador, foi levando sua religião aos povos e nações dominados por Roma. Mas, nesse processo de evangelismo imposto sem preocupação doutrinária, absorveu muito da idolatria, dos mitos e das festas pagãs daquelas gentes. Desse modo é que o calendário cristão foi sendo infestado pelos eventos, costumes e festas e dos rituais da mitologia pagã.
Dessa mixórdia originou-se o sincretismo religioso em que se emaranharam deuses do paganismo e do fetichismo, com supostos "santos" do catolicismo romano. Até os dicionários, enciclopédias e revistas seculares denunciam essa lamentável ocorrência de cerimônias pseudo-cristãs, que desfiguram e aviltam o cristianismo num culto politeísta e mitológico.
O carnaval é um exemplo de festa pagã encetada pelo romanismo. No mundo cristão medieval, o carnaval era o período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no Dia de Reis (Epifânia) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais. Consistia em festejos populares e em manifestações sincréticas oriundas de ritos costumes pagãos, como as festas dionisíacas, as saturnais, as lupercais e se caracterizava pela alegria desabrida, pela eliminação da repressão e da censura, pela liberdade de atitudes críticas e eróticas.
Segundo o escritor Reginaldo Prandi, especialista em sociologia das religiões, no Brasil o sincretismo se formou no século 19, quando os escravos deixaram o confinamento das senzalas e passaram a viver nas cidades. "Eles já haviam experimentado uma assimilação intensa do catolicismo e começaram então a reconstruir suas religiões". Nas tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo romano popular, os santos também tinham esse poder. "Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento", explica Prandi.
Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiras (a umbanda e o candomblé), cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia como São Jorge, mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. A umbanda é a mais sincrética das religiões afro-brasileiras, tendo acentuado seu lado acidental com o kardecismo. Sua tendência mais recente é a incorporação dos elementos mágicos da chamada Nova Era.
"Não é a toa que no maior país católico do mundo, a passagem do ano é uma festa profana, com brasileiros de todas as origens sociais vestidos de branco, fazendo suas oferendas a Iemanjá", afirma o sociólogo Antônio Flávio Pierucci.
As festas juninas são outro exemplo. Tratam-se de comemorações populares de espírito lúdico, tendo boa parte delas origem religiosa, tanto do catolicismo romano quanto de cultos africanos, como se vê no caso do Afoxé e de Bumba-meu-boi. Tradicionalmente, as festas iniciam-se a 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio e vão até o final do mês, quando, no dia 29, se comemora o Dia de São Pedro. Nessas festas há fogueiras, danças de quadrilha, fogos de artifício e comidas típicas, e são freqüentes os casos de embriaguez, brigas e assassinatos.
Tais festas lembram uma outra. Jerusalém estava iluminada por fogueiras, conta-nos Flávio Josefo, quando houve a festa pelo aniversário de Herodes. O povo festejava na rua com banquetes, danças e bebidas. No palácio, em meio ao banquete oferecido aos oficiais e nobres da Galácia, Salomé, enteada de Herodes, dançava ante seus olhares incestuosos. Num acesso concupiscente de liberalidade, o rei ofereceu-lhe até a metade do seu reino. Salomé, talvez ainda uma adolescente, corre para sua mãe e pergunta-lhe o que deve pedir. Herodíades, para vingar-se de João Batista, que reprovava sua vida de adultério com o seu cunhado, manda que ela peça a cabeça do profeta num prato.
Assim morreu aquele de quem Jesus falou: "João batista jejua e não bebe vinho", Lucas 7.33. Morreu, em conseqüência de festejos com danças, comilanças, bebedeiras e fogueiras. E é assim que comemoram o São João: Fazendo justamente aquilo que ele reprovava e que lhe causou o cruel martírio.
Igualmente triste é a lembrança de uma fogueira na vida de Pedro. Foi exatamente sob a luz de uma pira que o afoito apóstolo sentiu o olhar penetrante de Jesus e lembrou das palavras "Antes que o galo cante, três vezes me negarás" (Mateus 14.3-12; Marcos 6.17-29 e Mateus 26.69-75).
Satanás escarnece dos crentes e ri dos foliões que induziu a participar e a comemorar as datas dos "santos", fazendo exatamente aquilo que lhes causou sofrimento e morte.
É lamentável que cristãos ditos evangélicos tomem parte nesses festejos pagãos em honra a Momo e a Baco, deus do vinho, ou fantasiem seus filhos para a "simples festinha folclórica", entregando-os de bandeja nas mãos de Satanás, que aproveita a excelente oportunidade para afastá-los da igreja e do Evangelho, talvez por toda a vida.
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo, imoralidade, promiscuidade sexual e bebedeira.
Como cristãos não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus (Romanos 8:5-8 e I Cor. 6:20).
Por isto, a nós cabe, o grande desafio como Igreja do Senhor Jesus Cristo, nos posicionarmos em oração e jejum, anulando essa força no mundo espiritual e não nos conformando com tais manifestações em nossas cidades, estados e nação, pois feliz é a nação, cujo Deus é o Senhor.
Nós, Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a falsos deuses, patronos das orgias, das bebedices, dos desvarios e dos excessos, na verdade demônios. Pense nisso.
Veja que você pode fazer:  1) Se arrependa de seus pecados; 2) Confessa-os ao Senhor Jesus Cristo (única e diretamente); 3) Peça que Jesus faça morada em sua vida; 4) Ande em novidade de vida.

A verdade sobre o carnaval. Parte X

O significado da palavra Carnaval em sua raiz é "festa da carne", ou melhor, carne para Baal (o falso deus do Antigo Testamento). Carne vem do latim caro, carnis, tradução dos termos gregos sarkikos e sarkinos. Usualmente este vocábulo alude ao corpo de carne, mas também usado metaforicamente para indicar os apetites do corpo, ou então, aquilo que é mundano, fazendo contradição ao que é espiritual.
No livro de Romanos 7:14 indica-se a posse da natureza da carne e isso governado por considerações e valores humanos e não pelo Espírito de Deus.
O que é carnal também pode ser uma alusão ao que é inerentemente fraco (II Cor. 10:4), ao que é temporal (Heb. 7:16), ao que é débil e pecaminoso (II Cor. 1:42). Também pode ser uma distinta disposição anti-espiritual (Rom. 7:14) ou então aquela disposição anti-espiritual que aliena os homens de Deus (Rom. 8:5-8). O poder do que é carnal pode ser tão grande que chega a dominar a mente, tornando-a inimiga de Deus (Rom. 8:7).
Romanos 7:5 – “Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.”
Romanos 8:5-8,12-14 – “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. (...) Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”
Romanos 6:11-12 - "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;"
I Tessalonicenses 4:5 – “Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”
I Pedro 2:11 – “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma;”
I João 2:15-17 - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
É tremendamente impactante a influência na vida e nas atitudes daqueles que desta "festa da carne" participam. Ainda que de forma consciente ou inconsciente, vemos explicitamente a pratica e a vivência das "obras da carne" conforme o apóstolo Paulo, há vários séculos atrás, no poder do Espírito Santo já denunciava estas obras, na carta endereçada aos Gálatas (Gal. 5:16-26).
Gálatas 5:13,17,19-22,24 – “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (...)Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis (...) Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (...) E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.”
Gálatas 6:8 – “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.”
A carne milita contra o Espírito, as obras da carne são conhecidas: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias (disputas), ciúmes, iras, discórdias, facções, invejas, bebedices, glutonarias... é inegável a presença de manifestações como essas no "carnaval". Não podemos deixar de destacar o respaldo que tais atitudes recebem no mundo espiritual, pois é sabido que entidades (demônios) são alimentadas durante o ano todo com oferendas: flores, bebidas, comidas, sangue, ritos, danças, etc... pelos "Pais de Santo", "Babalaorixás" ou Cambonos", ou seja, como se chamem os que tais ritos praticam para que essas entidades lhes concedam os pedidos feitos. Mas é somente no Carnaval que não se alimentam os demônios para que tais criaturas fiquem livres do local de oferenda para saírem e se alimentarem dos apetites carnais insaciáveis dos seres humanos e toda sorte de violência induzidas por esses demônios durante este período do ano. Período este, no qual é comprovado o aumento gritante das práticas de adultério, traição, fornicação, gula, cobiça, embriaguez, luxúria, vaidade, etc  e nos índices de crimes, acidentes, mortes, overdoses, estupros, violência, gravidezes indesejadas e precoces, etc ...
Lucas 21:34 - "E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."
Romanos 13:13-14 - "Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências."
I Pedro 4:2-4 - “Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.”
II Timóteo 2:22 - "Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
Judas 1:7 – “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno."
Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por, isso de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pela Bíblia. Seja no Egito, nas celebrações à deusa Isis e o touro Ápis; seja nas celebrações à deusa Herta, dos teutônicos; seja na Grécia ou na antiga Roma, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno (rituais dionisíacos gregos e os licenciosos Bacanais, Saturnais e Lupercais; as suntuosas orgias romanas), ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou no Rio de Janeiro, sempre notaremos a louca, desinibida e desenfreada celebração com as características bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, músicas lascivas, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.
Então qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas? Devemos por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento? Cremos que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da Igreja de Cristo Jesus nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.
Aquilo que não é bom, que é errado, pecado, imoral, torpe, etc nos outros momentos da vida, nos outros dias do ano, não pode tornar-se positivo, permitido, legal, válido, certo ... em determinados dias (porque é carnaval). Deve-se indubitavelmente procurar a alegria, as manifestações passíveis de felicidade, mas é importante questionar-se sobre o que realmente é capaz de gerar essa felicidade e se determinadas alegrias não são aparentes e unicamente geradoras de sofrimentos futuros para nós mesmos e/ou para o nosso próximo. Também aqui é válida a clássica Regra Áurea do Cristianismo: "Fazer aos outros somente o que faríamos para nós mesmos". Até porque, quando o sofrimento recai sobre o outro por nossa culpa, ainda que, momentaneamente, nossa consciência se encontre anestesiada, faz-se sobre nós a inexorável reação da Lei Divina. É apenas questão de tempo.
As religiões que seguem a revelação bíblica - judaísmo e cristianismo - criaram a distinção entre sagrado e profano, ao introduzir a idéia do pecado e o conceito da santidade de Deus. O profano e o sagrado não têm espaço na religião destituída da idéia do pecado. As religiões antigas e as espiritualistas de hoje não têm para essas categorias um conceito claro, exatamente porque não estabelecem a realidade do pecado e da redenção.
Biblicamente há uma grande expressão para o Carnaval na vontade do povo em crucificar Cristo Jesus. A partir do momento em que Pilatos decidiu lavar as mãos, que pela vontade do povo permitiu trocar a morte de Barrabás pela morte de Jesus, uma grande folia se instalou pelas ruas de Roma. Espiritualmente o Carnaval significa apoio às forças de Satanás. O desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí - Rio de Janeiro, por exemplo, é do jeitinho como o diabo gosta!!!
Pouco antes do carnaval é feita uma eleição e é escolhido um homem, que é coroado rei, para reinar e comandar os dias da festa, que é chamado rei Momo. É a mesma festa que acontecia no passado, com algumas mudanças estratégicas feitas por Satanás. Já que nos dias de hoje não seria aceitável o sacrifício do representante de Momo, Satanás troca essa vida (o sacrifício do rei Momo) pela vida de todos os que são brutalmente assassinados no período do carnaval.
Mas após ser coroado, essa representação da entidade maligna, Momo, Baco, Dionísio, Saturno, deus sol (Ninrode, Tamus), recebe das mãos do prefeito da Cidade ou da autoridade máxima daquela Cidade, Estado ou País, as chaves "da cidade". Este ato de entrega das chaves, no mundo espiritual tem uma repercussão devastadora, pois chave na Bíblia significa poder, autoridade, domínio, ligar, desligar e abrir e fechar (Isaias 22:22, Apocalipse 1:18, 3:7, 9:1 e 20:1 e Mateus 16:19). É transferida/dada toda a autoridade do lugar a esse ente espiritual, num ato do povo formalizando o pedido para que ela reine, governe, mande ... sobre eles. Estão recusando a coroação e o reinado de Jesus Cristo em troca do reinado desse demônio.
Ao receber as chaves espirituais da cidade os demônios que comandam o carnaval, ligam espiritualmente os foliões ao inferno.
Juízes 9:8 – “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.”
Romanos 6:12 – “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;”
Isaías 28:1 – “AI da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho.”
Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas, casas de massagem, festas de bebedeiras e orgias, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra ela? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
Desculpem-me, mas o título "Carnaval de Jesus" - utilizado como propaganda de retiros e encontros católicos por ocasião dos feriados pela folia carnavalesca - é absolutamente inaceitável. O Carnaval é, no conceito e experiência de domínio público, uma festa pagã em que prevalecem os desmandos morais, sexo sujo, drogas, bebedeira, perversões de toda a espécie.
É, ao menos uma incoerência, para não dizer uma clamorosa blasfêmia, querer "canonizar" o termo conhecidamente devasso, anexando-lhe o Santíssimo nome de Jesus, Nosso Senhor - Nome a cuja pronúncia devem dobrar-se os joelhos, no céu, na terra e até nos infernos, como ensina São Paulo na Carta aos Filipenses, 2:10.
Ao tratarmos com práticas pagãs, é preciso agir com a maior prudência, mesmo que o propósito seja o de evangelizar e, especialmente, de trabalhar pela conversão dos pecadores.
Absurdo como o dessa união de termos - "Carnaval de Jesus" pode dar ensejo a que, com idéia tão infeliz como essa, se pense em criar um retiro com o título "Boca de Fumo de Jesus" para promover a conversão de viciados em drogas!!!
Por amor de Jesus, peçam ao Divino Espírito Santo que preserve vocês de "casamentos" descabidos com esses, tentando reunir palavras inteiramente incompatíveis, porque, como ensinam os bons gramáticos - toda palavra tem forma e conteúdo, significado! E o significado é o mais importante em uma palavra, especialmente nas que são usadas para transmitir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A verdade sobre o carnaval. Parte IX

O Carnaval brasileiro é considerado o "maior do mundo", uma festa de muitas cores (como eram as Saturnálias - ritmo e sensualidade decantada em prosa e verso, principalmente no Rio de Janeiro, desde os tempos da Monarquia, embora a figura soberana do Rei Momo tenha surgido em pleno período republicano, quando foi aclamado pelos foliões cariocas com a mesma saudação das bacantes: - Evoé! Evoé!
Momo era o deus da galhofa e do delírio, da irreverência e do achincalhe, tendo sido expulso do Olimpo por seu comportamento zombeteiro.
Como o Carnaval português sempre foi muito diferente do de outros países europeus, acabou refletindo no jeito brasileiro de festejar até o século 19. Em Portugal, os festejos eram violentos, bárbaros. A festa do Momo ou entrudo, como era chamado, consistia em molhar as pessoas com água, jogar-lhes ovos, comida, farinha e lama.
Era semelhante ao que ocorria em Portugal - descritas pela Enciclopédia Portuguesa-Brasileira: "Pelas ruas generalizava-se uma verdadeira luta em que as armas eram os ovos de gema, ou suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho e feijão que se despejavam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes. Havia ainda as luvas com areia destinadas a cair de chofre sobre os chapéus altos ou de coco dos passantes pouco previdentes e até se jogava entrudo com laranjas, tangerinas e mesmo com pastéis de nata ou outros bolos. Em vários bairros atiravam-se à rua, ou de janela para janela, púcaros e tachos de barro e alguidares já em desuso, como depois se fez também no último dia do ano, no intuito de acabar com tudo de velho que haja em casa. Também se usaram nos velhos entrudos portugueses a vassourada e as bordoadas com colheres de pau etc."
Depois, apareceram as laranjinhas-de-cheiro e borrachas com água perfumada. Já no século XVIII, os foliões atiravam de tudo: ovos podres, pós de todos os tipos, tomates estragados, etc.
Isso só mudou quando D. João V impôs à festa um caráter religioso. Assim, em 1785, é realizado em Lisboa o primeiro baile de máscaras à moda francesa, para festejar o casamento do filho do rei, mais tarde D. João VI e Carlota Joaquina. No resto da Europa, o entrudo era ‘artístico’, com a presença de dançarinos e arlequins.
O entrudo era uma brincadeira violenta, que consistia em atirar baldes d'água, balões cheios de vinagre ou groselha, e pós como cal e farinha, com a intenção de molhar ou sujar as pessoas que passavam pelos foliões. A brincadeira foi proibida inúmeras vezes, mas ela só desapareceu no início do século 20, com a popularização do confete.
O entrudo incentivou a criação de uma festa em local fechado, para um público selecionado, que queria se divertir civilizadamente. Assim, surgiram em 1840 os bailes de carnaval, inspirados nos grandes bailes de máscaras realizados na Europa. O sucesso incentivou outras casas de espetáculos a promover seus próprios bailes. Hoje, essas festas não são tão elitistas, e as máscaras praticamente deixaram de ser usadas, pois os foliões não têm mais medo de ser reconhecidos na festa.
O Brasil já comemorou o Carnaval de diversas formas: entrudo, até meados século 19, baile de máscaras (e depois os concursos de fantasia) e corso (desfile de carruagens e automóveis em que saiam as famílias ricas).
No início, o entrudo, como em Portugal, era a festa dos povoados brasileiros, enquanto nos bairros ruas havia a festa de Reis em janeiro e as de Santo Antônio, São João e São Pedro, em junho. O entrudo, no Brasil, se dava entre famílias amigas, da mesma classe social, que produziam limões e laranjas de cera recheadas de água perfumada para os ‘ataques’ carnavalescos.
Só por volta de 1850 ocorreu a passagem do entrudo para o Carnaval. A festa foi batizada de ‘Carnaval Veneziano’, ‘Grande Carnaval’ e, finalmente, ‘Carnaval’. O primeiro baile de máscaras brasileiro foi realizado e 1840, mas o Carnaval só foi para a rua em 1850. Eram os bailes acompanhados por préstitos (desfiles de carros alegóricos animador por atrizes e mulheres ‘mundanas’) e cursos (destinados a senhoras de ‘boa índole’).
Aos poucos, o entrudo português foi sendo adaptado, ao assimilar as tradições africanas. A tradição dos desfiles tem origem nas reuniões de escravos, que organizavam cortejos com bandeiras e improvisavam cantigas ao ritmo de marcha. Aos escravos devem-se os ritmos e instrumentos de percussão usados no Carnaval brasileiro. No século XIX, os operários urbanos começaram a juntar-se em grêmios (associações profissionais), que continuaram e desenvolveram a tradição dos desfiles. Ao mesmo tempo em que se desenvolviam as futuras escolas de samba, institucionalizadas no Rio em 1935, as classes altas importavam da Europa os sofisticados Bailes de Máscaras e as Alegorias. Em 1870 foi criado o Maxixe, um tipo de música específico para o Carnaval.
No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta (carnavais fora de época). Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, todas com características baiana, com a presença indispensável dos Trios Elétricos e são realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Maceió, o Carnaval Fest; em Caruaru, o Micarú; em Recife, o Recifolia, etc.
Assim, no mês de dezembro, o “mês das festas”, como também é conhecido, há uma série de festas folclóricas, as Lapinhas, Reisados, Guerreiros, Autos, Pastoris, Bumba-meu-boi, Marujada, Carimbo, Afoxé, Boi de Carnaval, Frevo, Caboclinho, Maracatu,  Urso e Rei Momo.
O Corso - Percorria o seguinte intinerário: Praça da Faculdade de Direito, saindo pela Rua do Hospício, seguindo pela Rua da Imperatriz, Rua Nova, Rua do Imperador, Princesa Isabel e parando, finalmente na Praça da Faculdade. O corso era composto de carros puxados a cavalo como: cabriolé, aranha, charrete e outros. A brincadeira no corso era confete e serpentina, água com limão e bisnagas com água perfumada. Também havia caminhões e carroças puxadas a cavalo e bem ornamentadas, rapazes e moças tocavam e cantavam marchas da época dando alegre musicalidade ao evento. Fanfarras contratadas pelas famílias, desfilavam em lindos carros alegóricos.
As comemorações de Carnaval são anteriores ao surgimento do samba. Nos primórdios, o carnaval era dançando a moda européia, com músicas como a polca. Os participantes desfilavam ao som de óperas como Aída. No início do século, os desfiles se davam ao som de marchas-rancho. Nos bailes, podia-se ouvir valsas, marchas militares e xotes.
A origem do samba está nas danças e ritmos praticados pelos escravos africanos. Afirma-se que a palavra vem de semba, que significa umbigada em dialeto africano.
O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos e timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.
A festa começa na sexta-feira, quando o Rei Momo recebe, em praça pública, as chaves simbólicas da cidade, depois de desfilar, em carro aberto, com a rainha e princesas, pelas ruas centrais da cidade. A ordem de "alegria geral" do Rei é cumprida literalmente.
Esse ato é tradição da Roma pagã, onde a inversão de papéis sociais marcava o carnaval desde o Império Romano. Dionísio, deus do vinho, por exemplo, era festejado por gregos e romanos. Conhecido como Baco entre os romanos, ele servia de inspiração à farra desmesurada e ao erotismo do período momesco. Aliás, você já se perguntou por que o carnaval ganhou esse nome gozado? Gozado mesmo. Momo era o símbolo da irreverência e do delírio.
Na Roma Antiga, todos os anos, havia enormes festejos em honra ao deus do tempo, Saturno. Eram as saturnais, que envolviam pessoas de todas as classes, da nobreza aos escravos. Nessa ocasião, um soldado era coroado Rei Momo. Por dias a fio, ofereciam-lhe banquetes, bebidas, diversões a toda prova. Mas a alegria durava pouco... Ao final da festa, ele era brutalmente sacrificado. Era a "quarta-feira de cinzas" do Império Romano, a ruptura que marcava o retorno à rotina e aos papéis sociais de origem.
Confira o Samba enredo da Escola de Samba: Camisa Verde e Branco (de São Paulo) para o Carnaval 2006 - "Das vinhas aos vinhos - Do profano ao sagrado, uma viagem ao mundo do prazer com o néctar dos deuses"

A verdade sobre o carnaval. Parte VIII

O Carnaval é uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal e outros rituais e cerimônias pagãs. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchanalia era a festa em homenagem a Baco (o deus grego Dionísio em versão romana), deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano: "O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
A Pintura “Triunfo de Baco y Ariadna”, de 1597, de Annibale Carracci:. Fresco. 600 x 1800 cm. Encontra-se no Palacio Farnese, em Roma
"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."
"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."
"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
Foi na Idade Média que a folia se expandiu numa verdadeira orgia, num delírio total e loucuras coletivas. Um pandemônio! Na Itália da Renascença era uma festa de arte; na França, uma festa mística, extravagante e irônica, como a debochada festa dos loucos, diante da Catedral de Notre-Dame, em Paris. Enquanto isso, na Espanha eram realizadas Batalhas de Flores.
Há referências a comemorações na França, com vinho e sexo; na Itália, como é o caso de Nápoles, os cortejos costumavam levar um enorme falo (órgão sexual masculino) pelas ruas da cidade.
O mundo vibra de alegria com o fascinante Carnaval, um misto de realidade e fantasia, período em que os foliões celebram o majestoso reinado de Momo à sua maneira nas ruas e nos salões, com uma alegria espontânea e imprevista.
Sofrendo transmutações ao longo do tempo, tornou-se mítico, conquistando o mundo inteiro e acolhendo até o irreverente deus Momo, que havia sido expulso do Olimpo e que, uma vez na Terra, incorporou-se de carne e osso na figura soberba do Monarca da Folia, tornando-se o símbolo eminente do Carnaval brasileiro.
Século XVIII - Os Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana, surgiram particularmente a partir do século XVIII. Melo Morais Filho, escritor do século passado, no seu livro "Festas e Tradições Populares", descreve uma Coroação de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, à página 215 do seu livro, "Folk Lore Pernambucano", transcreve um documento relativo à coroação do primeiro Rei do Congo, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da Paróquia da Boa Vista, na cidade do Recife. Os primeiros registros destas cerimônias de coroação, datam da segunda metade deste século nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS e de SÃO BENEDITO.
Também o galante Arlequim, palhaço das antigas comédias italianas; a graciosa Colombina e o sentimental Pierrô passaram a figurar no Carnaval, aparecendo ainda na simbologia carnavalesca o misterioso Dominó, contribuindo, assim, para imortalizar a grandiosa festa pelo mundo afora. Pelo menos, os famosos personagens, Pierrô, Colombina e Arlequim, foram eternizados através de canções carnavalescas.
No século XV, durante as festas do carnaval romano, o papa Paulo II gostava de apreciar as carruagens alegóricas que passavam diante do seu palácio, e, no reinado de Luiz XIV, o carnaval atingiu o seu esplendor na França. O magnífico soberano promovia festas carnavalescas em sua corte, onde chegou a se apresentar ostentando uma maravilhosa fantasia representando o Sol, ganhando então a pomposa denominação de Rei-Sol.
Nos séculos XV e XVI surgiram as máscaras públicas na Itália e já em fins do século XIX a Europa se orgulhava de possuir os mais belos carnavais do mundo, festejados em Roma, Veneza, Colômbia (SIC: certo seria a cidade alemã Colônia), Nápoles, Florença, Moscou, Munique, Lisboa e em outras cidades do Velho Mundo. O Carnaval tinha um caráter diferente entre os povos europeus, era uma miscelânea e o delírio da folia envolvia a todos: nobres e plebeus.
Contagiando pelo seu humor e ritmo, sonho, fantasia, realidade e irrealidade, o alegórico reinado de Momo se fixou em vários países e, de acordo com a opinião dos cronistas da época, era "leviano e licencioso", na França; "quase triste", na Inglaterra; "monótono e feio", na Rússia; "pesado e sensual", na Alemanha; "tumultuoso e alegre", na Espanha e "insípido e porco", em Portugal, através do Entrudo.
Nos tempos dos doges, o carnaval de Veneza era romântico e lírico, com serenatas e bailes mascarados. A festa veneziana tornou-se mundialmente famosa pela exclusiva comemoração nos canais, onde navegavam gôndolas iluminadas, além de contar com alegres arlequins, polichinelos e outros personagens da Comédia d'ell arte, que se concentravam na Praça de São Marcos.
Os primeiros desfiles alegóricos de Viareggio, na Região Toscana, remontam ao ano de 1873, transformando-se, com o correr do tempo, no maior centro carnavalesco da Itália, atraindo uma multidão de turistas para ver os desfiles de bonecos gigantescos. Em Portugal, a tradição carnavalesca foi mantida durante muito tempo nos arredores de Lisboa, cenário de corsos, batalhas de flores e do Zé Pereira, merecendo realce o carnaval do Estoril, com seus corsos floridos e desfiles alegóricos.

A verdade sobre o carnaval. Parte VII

É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus. No início, o carnaval era comemorado em 25 de dezembro, compreendendo os festejos do Natal, do Ano Novo e de Reis, onde predominavam jogos e disfarces. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. Foi a Igreja que estabeleceu a data definitiva: sete domingos antes da Páscoa, geralmente entre 22 de março e 25 abril.
A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o carnaval e muito embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, no séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolução imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras quando permitiu que em frente ao seu palácio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos. Como a Igreja proibira as manifestações sexuais no festejo, novas manifestações adquiriram forma: corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez. Estava reduzido o carnaval à celebração ordeira, de caráter artístico, com bailes e desfiles alegóricos. 
"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
Tudo isso era apenas pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.
O Carnaval Originário tem como marco inicial a criação dos cultos agrários e, como ponto final a oficialização das festas a Dioniso, durante o reinado de Pisistrato na Grécia, de 605 a 527 a.C.
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa da deusa Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reúnem o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Católicos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
O Carnaval é uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal e outros rituais e cerimônias pagãs. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchanalia era a festa em homenagem a Baco (o deus grego Dionísio em versão romana), deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano: "O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC."